
Terminei “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres” da Clarice Lispector, e não, não tem nada a ver com Kama Sutra, quer dizer, eu acho que não tem nada a ver já que não li o Kama Sutra. Voltando a “Uma aprendizagem…” comecei ele por tê-lo visto no “Tudo o que é sólido pode derreter” (antes da tvcultura dar pane aqui em bsb, e nada de comentar que está fora da minha faixa etária, finge que eu assisto pq fala de literatura e eu tenho pretensões de dar aula de literatura pra adolescentes) e no episódio falava-se de este ser um bom livro pra pessoas ‘perdidas’ na falta de uma palavra melhor. Quando comecei me identifuquei tanto com a Lóri e com algumas frases dela que chega anotei na minha agenda, mas ai chegou o fim do semestre e eu tive que dar um tempo no livro por pelo menos umas duas semanas. Ai hoje finalmente retomei e terminei, e a sensação final é dessa felicidade mansa, de refletir sobre várias coisas e ver que finalmente você consegue entender, consegue sentir, consegue existir.
Enfim, eu recomendo, mas não recomendo a todos e menos ainda em qualquer época, melhor você ler só se tiver bem mais que dois neurônios funcionando e ler quando estiver em uma fase de mudanças, de dúvidas, de perdido no meio do caminho, pq essa é a mágica do livro, essa coisa de unir o leitor e a obra de uma forma maior do que a identificação com a história, ou da simples análise de um crítico, antes uma união maior de fins comuns, de intenções, de forças.
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Mansamente feliz
In fotos, literatura, opnião, textos on Julho 6, 2009 at 9:04 pmRecirpocidade
In blog's, desabafo, literatura, opnião on Abril 9, 2009 at 4:55 amPra mim essa é a maior lei da vida. Você trata alguém de uma forma, e conscientemente ou não espera ser tratado da mesma forma. Eu funciono assim. Tem vezes que não soa bem essa lei como, por exemplo, quando damos um presente a alguém. Inconscientemente ou não esperamos que a pessoa retribua isso, a gente não fala e nem espera isso diretamente (algumas pessoas sim, outras não, isso varia tanto) mas ta lá, uma esperançazinha. Quando eu dou um presente e recebo algo inferior, vem logo aquele pensamento de que sacanagem, gasto rios de dinheiro e ganho uma coisa que não custou nem o terço! Mas daí eu lembro que esse não é o objetivo, que quando eu gastei rios de dinheiro estava pensando na pessoa, e não no retorno, mas queeeeem nunca pensou isso nem por um segundo? Anyway, com presentes não tenho tantos problemas, afinal, só da pessoa ter lembrado de mim, ter parado a vida pra me comprar algo e etc já fico feliz. Agora tratamento? Sim sou chata, e põe chata nisso.
Não é uma questão de te trato bem, logo, me trate bem, menos ainda de sou simpática, seja simpático. Não, no meu caso quero que faça comigo o que eu faço com você, e que você não faça comigo o que eu não faço com você. Sabe, eu respeito muuuuuito a individualidade das pessoas, se você tem uma carta, um papel, uma agenda, mensagens do celular e etc, e por algum motivo está comigo, na minha mão, eu não vou ler. Não vou correr pro banheiro e ler escondido, a não ser que você me permita, me peça, ou estejamos brincando, não vou ler. E essa reciprocidade é o mínimo que eu espero, o mínimo. Eu sou uma zona em forma de pessoa, tenho diário no pc e no guarda-roupas, vários papéis espalhados pelo quarto com histórias, fragmentos, idéias, afinal, quero ser escritora, mas não é pra ninguém ler. Se fosse pra alguém ler, na boa, estaria aqui ou em qualquer dos outros blogs, ou quem sabe em qualquer dos milhares de sites nos quais eu tenho cadastro. Mas não, estão na minha casa, na minha zona. Nem mesmo minha agenda, onde eu escrevo algumas coisas quando não dá pra esperar um pc ou coisa do tipo não é pra ler.
Sabe aquele pintor que não deixa ninguém ver seus quadros até que estejam completos? Então… É uma questão importante quando se escreve, porque afinal, nem o livro publicado é definitivo, até nele podemos fazer modificações, claro que nada muito significativo, mas ainda assim… E é um saco quando você descobre que algo que você escreveu foi lido. É de uma invasão sem limites. Se fosse pra você ler eu teria te dado, ou até te contado, se não dei, bom, tem um motivo. Pode ser algo superficial, bobo, um texto experimental, ou os segredos que ponho no meu diário, não importa, é meu, eu tenho direito sobre! Agora me lembro porque quando eu era pequena e ganhei meu diário, eu escrevia em código, e escrevia coisas superficiais. As pessoas não respeitam. Privacidade, você sabe o que isso significa? E o pior é quando vem de alguém que você achava que entendia o significado disso tudo, de alguém que vive de reclamar de ser invadido, de não ter privacidade. Incoerência rules hein?
Lembro de algum filme ou seriado americano que eu vi quando era criança que falava sobre espaço, sobre até onde vai o seu espaço e até onde vai o do outro, e se tem uma coisa que eu odeeeeio é que invadam meu espaço, cutucões, abraços despropositados, ficar pegando toda hora quando se fala, detesto tudo isso, não faço, vai fazer comigo porque? Eu até tinha o apelido de não me toque no colégio, e nem me arrependo, sou mesmo. O corpo é meu, pega quem eu quiser, quando eu quiser, onde que quiser, e por quanto tempo eu quiser! É difícil entender? E meus textos, meus livros, minhas coisas são extensão do meu corpo, e a regra se aplica, quem eu quiser, quando, onde e por quanto tempo EU quiser.
Mas felizmente, apesar de esperar esse comportamento das pessoas e não receber, eu acredito no mundo, acredito nas pessoas, e acredito que um dia vou encontrar alguém assim, que saiba respeitar meu limite e não vou mudar de comportamento. E espero que chaveiros sejam baratinhos!! Hahahaha
Cry as a river
In desabafo, literatura, love, música, opnião on Janeiro 14, 2009 at 4:22 pmEu não choro, nunca, jamais, chorar é para fracos, eu sou forte, eu não choro. Mentira. Choro sim e muito. Na verdade eu sou bem resistente, pra chorar tenho que ta de TPM, me machucar feeeio ou algo do tipo, agora filmes, novelas, livros e etc não me fazem chorar. Posso contar nos dedos de uma mão as vezes que chorei. Uma vez enchi o olho de água vendo Armageddon, eu já tinha o clipe e amava a música, amava até o Steven Tyler (detalhes em outro post), daí que quando vi o Bruce Willis dando a vida pra filha ter uma chance de ser feliz e tal me emocionei, mas nem chorei. Daí teve uma novela que eu odiava mas que todo mundo em casa assistia, no último capítulo eu estava sozinha em casa, daí fui ver porque era o último capítulo, quando a malvada vai pro manicômio, cara foi tão triste, a mulher perdeu o cara que ela gostava, ficou sem o filho, e foi pro manicômio, ai eu chorei, bastante. Outra vez, anos e anos depois, eu assisti Click (os: vou soltar um spoiler enoooorme agora, se você não viu o filme e quer chorar como eu, pule para o próximo parágrafo) e na cena em que o Adam Sandler ta velho, acabado, destruiu com a vida dele, e vê a família ir embora e vai atrás cai e morre eu morri, sérião, choreeeeeei muito e um choro escandaloso sabe? Eu choro assim no geral, se minha mãe briga comigo, se estou triste tipo ninguém me ama ninguém me quer, eu choro, choro muuuuito uma coisa horrorosa gritando e tal. Foi assim, me desmontei com Click. Não sei se foi TPM, se foi pq era triste mesmo, mas chorei. Ai ultimamente vivendo essa fase mulherzinha da minha vida, até uma bronca me deixa com vontade de chorar, fui ler Harry Potter, terminar né, que to nessa vida desde os onze (mais um spoiler a caminho, fuja enquanto é tempo) e o Dumbledore morre, e não é que ele morra simplesmente, o cara que ele confiava, por quem ele enfrentou tudo e todos mata ele, eu quase tive um trem, mas como essa é minha vida, li isso em um ônibus, daí segurei o choro, mas fiquei mal. E isso aconteceu de novo com “Marley e eu”, no ônibus, o cachorro morrendo, todo mundo triste, eu sabia que ele ia morrer, é o tipo de coisa que já se espera só de saber a história do livro, mas cara fiquei umas 2 semanas mal, até hoje quando lembro fico mal, minha cachorra que fica feliz pq tem sido super bem tratada desde então. E falando no Marley, ele virou filme, claro que falta muita coisa ótima que tem no livro, e claro que achei super estranho o Owen Wilson não fazer nenhuma mongolice no filme, mas ficou bom e nesse eu chorei, assim que começa a mostrar o Marley doente eu me acabava, quando ele vai morrer então, cara, foi triste, eu tentava segurar o choro mas era pior, e chorei, borrei a maquiagem, e até escrevendo isso aqui me emociono. Definitivamente to perdendo o respeito, virei mó mulherzinha que chora com tudo, oh vida!!!
Projeto Missy
In Bíblia, literatura, textos on Janeiro 14, 2009 at 4:16 pmEu leio muito, amo ler, acho a vida super sem graça quando não to lendo algo, e como moro há quilômetros da civilização e qualquer saída de ônibus é uma viagem, preciso ler pra não morrer de tédio. Daí que sempre to lendo algo. Ler pra mim é algo bastante democrático, leio qualquer coisa, best-seller (menos Paulo Coelho, livro ruim tem limite, me mata mais não me dá um livro do Paulo Coelho), romance, livros técnicos, didáticos, gramáticas, apostilas e etc. Mas claro que como eu estudo letras, vou fazer minha monografia e minha pós-graduação em literatura eu sei diferenciar literatura boa de verdade de literatura ruim. Por mais que muita gente não acredite nisso, ache que literatura é como música, uma questão mais de gosto que de qualidade, não é verdade. Até em música, mesmo em estilos diferentes, há uma diferença entre o que é bom de verdade e o que é ruim, e é assim na literatura, e nem sou eu que to inventando, qualquer crítico mais ou menos sabe disso. Então quando eu leio “Marley e Eu”, por exemplo, sei que como literatura é um livro fraco, mas sei que como entretenimento, como história, é um livro belíssimo, assim como tantos outros que eu já li. Isso tudo é pra introduzir o livro que acabei de ler. Se chama “A cabana” e é do William P. Young. Bom, resumindo bem a história, tem um cara, ele se distrai e a filha dele é seqüestrada, horas depois em uma cabana encontram o vestido dela ensangüentado, mas não acham o corpo. Anos depois, ele vai à caixa de correio e encontra o seguinte bilhete:
Mackenzie
Já faz um tempo. Senti sua falta.
Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar.
Papai
Papai por acaso é o modo como a mulher dele se refere a Deus. Daí ele entra em crise se é uma brincadeira ou não, mas acaba indo, e tem uma experiência impactante. Mais da história só lendo, agora quanto as minhas impressões do livro, bom, resumindo tudo: marcou minha vida. Poucos livros dos que eu li me tocaram de verdade, seja como literatura ou como entretenimento, poucos me transformaram, com poucos eu me identifiquei e tal. Fora a Bíblia que pra mim não entra nesse tipo de competição, o melhor livro que já li, misturando tudo, foi “Cem anos de solidão”, com esse livro eu soube por que García Márquez ganhou o nobel, e me fez querer ser escritora. E agora, “A Cabana”, me fez pensar em mim como pessoa, em mim com relação a Deus, e me fez ver o que e como eu quero ser. O mais mágico de tudo é que há tempos eu venho me definindo, me descobrindo, esse ano de 2008 foi muito bom pra isso, descobri o que eu sou e o que eu não sou em relação a várias coisas, e encontrar a cabana, foi o fantástico. Eu estava em casa, quando olhei pras coisas da minha irmã e vi o livro. Peguei e li atrás, eu não costumo mesmo fazer isso, os livros que vou ler já sei o que quero, nem com filmes faço isso de escolher pelo que dia a contra-capa. Mas com esse eu li, e falava sobre ficção e tal e eu pensei, livro de ficção crente nunca li, deve ser interessante pelo menos, e comecei a ler. Honestamente, não acredito que seja ficção, acredito em cada linha. Eu tenho uma facilidade incrível pra acreditar nas coisas, por mais fantásticas, incríveis, absurdas que pareçam eu acredito. Deus por exemplo, ontem mesmo no carro uma amiga se questionava de onde Ele veio e tal, eu não tenho problemas com isso, Deus existe desde sempre, ele tem todo o poder e toda a sabedoria e ponto. Não preciso compreender, eu entendi que Ele é grande demais, complexo demais pra eu tentar entender com os 10% ativos do meu cérebro. Daí eu aceito e fim de papo. Não que não haja questionamentos mais profundos que eu me faça, e tal, mas acho mais simples assim, não sou o tipo que vai morrer louca tentando entender os mistérios do universo. Mas respeito os que soa, afinal, sem eles a ciência não estaria fazendo descobertas tão importantes (outras nem tanto) ao longo dos anos. E quanto “A Cabana”, é maravilhoso porque destrói dogmas que só fazem afastar as pessoas de Deus, e Deus nesse livro é mostrado de uma forma tão bonita, é simples e explica tanta coisa. Eu recomendo meeeesmo, com gosto, leia e não tenha vergonha de ler e de ser tocado, e no final, compartilhe. E quanto ao título desse post gigante (malzae mas síntese is not my middle name), leia o livro e ao final, se você gostar, divulgue. Ah, eu disse que achei que era ficção crente, bom, não é, você não precisa ser crente pra ler e gostar, não precisa se quer ser cristão, você só precisa ser uma pessoa que quer melhorar seu relacionamento com Deus, ou uma pessoa curiosa que quer saber o que tanto Deus tinha pra tratar com esse Mackenzie nessa cabana.
Azar define: a explicação
In azar, desabafo, literatura on Dezembro 22, 2008 at 12:20 pm
Como prometido, vamos explicar o desabafo azar define. Tudo começa semestres atrás, na UnB. Eu tinha que pegar uma disciplina Literatura Hispano-Americana II com a Prof Quiroga, tava no sexto semestre, era uma disciplina do sexto semestre, eles tinham que me oferecer, eu só teria o trabalho de aceitar, mas sabe como é, UnB adoooura sacanear, e shit happens, with me, all the time e a UnB não ofereceu. Na verdade o fato é que já vinham semestres sem essa disciplina ser oferecida e a preferência era do pessoal que tava mais perto de formar, a turma tava bem cheia e além de não me oferecerem a coordenadora que tem o poder de quebrar pré-requisitos, matricular alunos a mais e etc não conseguiu me matricular, o sistema não aceitava um aluno a mais. Tem noção do azar? A mulher tinha o poder e comigo não funcionou. Não sabendo do azar que era eu tinha simplesmente pus outra matéria no lugar. Acontece que não ofereceram essa matéria até semestre passado, a Quiroga foi embora pra Califórnia com marido e filho, e esse semestre quando ofereceram o fizeram chocando horário com a Hispano 3 que também é obrigatória pra formar, daí eu pensei que o azar era simplesmente me formar um semestre depois com apenas 1 matéria, mas não, seeempre pode piorar. E o que aconteceu? Me chamaram pra um concurso que eu passei. Nível Superior, pra assumir até dia 31 de dezembro de 2008. Agora posso me matar? Sério, uma disciplina, e eu estou desempregaaaaaaadaaaaaaaa, nem estágio mais, vou depender de mammys, com uma vaga de concurso com meu nome tatuado nela voando por ai… Cara a vida é tão injusta.. E apesar de eu ser a garota que vê o copo meio vazio, resta uma esperança de que no final tudo se ajeite e eu só não vou falar que pior não pode ficar porque sempre pode e eu estou gripada no Natal, vou ficar em casa no Ano Novo enquanto minha mãe viaja e leva minha outra irmã. Isso sem citar que tive prova de concurso esse fds, gripada, e tipo eu não sou ninguéeem gripada, daí que deixei 4itens em branco, mas eu não estudei, não significa que eu sou nerds e acertei os outros 116, não, significa que eu sou mongol e chutei tuuuudo, chutei fooorte, agora vc acha que eu tenho chances de passar com uma concorrencia de quase 130 por vaga tendo chutado forte? Seria provável se Lady Murphy não me perseguisse, se eu não tivesse azar.
Agora que ganhei um poema ngm vai me segurar, dakele jeito!
In blog's, literatura, textos on Outubro 22, 2008 at 1:30 pmEsquece a alusão ao funk do título, nunca ouvi nem nunca vou, estou aqui pra babar meu ovo que eu mereço!! Daí de tão chata que sou inspirei um poema, e amei!! pra ver tooodos os poemas dele clicaqui clica não que é vírus pra ler o meu, bom siga até o final desse post. Pra entender, só me conhecendo, conhecendo o autor, ou lendo um pouco mais esse blog. No mais, bye, bjs.
Então as vagas silenciosas e noturnas de Viena
Levem-nos no embalar de sinos de suas catedrais,
Nos becos dos seus segredos, nas esquinas do seu esquecimento!
Vejamos o Sol nascer de lá!
A vida a escorrer nas ralos inexistentes
Para o mijo sagrado será nosso sorriso,
A imperfeição a rolar em círculos no céu marrom
Repleto de preces esquecidas…
Risos afogados como o nosso
E de todos os outros dos Becos de Viena.
Lá as águas lavarão nossos pés,
Os prédios condenados esconderão a nossa alma…
Lá, Viena, veremos o entardecer!
E a única saudade será Viena!…
UPDATE
Espero que você nunca chegue a Viena, aliás, nem a Europa, e se chegar, que seja em lugares tão baixos que eu se quer tenha o desprazer de te ver, isso sevocênãomorrerdeumadoençavenéreaqueémeusonho! E nem vou questionar a qualidade do poema, tem coisas que são óbvias!
Eu não tenho avó
In literatura, textos on Setembro 24, 2008 at 2:49 pm
Mentira, tenho sim, lá tenho cara de filha de chocadeira? Mas isso não vem ao caso agora..
Continuando, ontem minha mãe comprou uns bolos, pra levar pro trabalho e pra gente comer em casa tb, e comendo aquele bolo “industrializado” me lembrei do Antônio Prata, tudo bem q não é preciso muito esforço pra eu lembrar dele e do que ele escreve [/tiete] já que me identifico bastante, mas lembrei pq ele tem um texto que fala sobre isso, de como a gente tem perdido essas coisas caseiras, tipo q mundo é esse onde um bolo que a avó fazia e tal foi parar no mercado? Claro que minha memória fantástica me impede de lembrar o título da crônica e minha preguiça enorme me impede de buscar e por o link aqui, mas basicamente era isso. Ok, eu lá consigo postar sem fotos e ou links? no, never, então a crônica se chama Time is honey clicae!
Na época que li, não me identifiquei muito, e hoje fui me dar conta que somos de gerações muuuuito diferentes. Ok ok, ele só tem 30 e tal, e eu 21, graaaande diferença nos separa né? Mas é que ainda assim, há um grande abismo.
Primeiro eu achei q fosse o fato de eu não ter avó, como disse no começo, é óooobvio q eu tenho né? Lembra de quem comprou o bolo? Então, ela tem que ter mãe… mas assim, eu não tenho pq nunca convivi, nunca tive essa infância menino maluquinho de ir pra casa dos avós nas férias, minha avó morreu quando eu tava nascendo, eu sou a caçula, e minha mãe me teve já com uns 40, então nunca tive isso de avó que faz bolo e tal. Depois eu achei q não me identificava pelo fator idade, eu sei q a diferença não é tão grande como eu já disse, mas depois de uns anos, qlqr mês a mais que vc vive te faz amadurescer bastante e te faz ver as coisas de um ângulo bem diferente, certeza que com 21 o Prata não escreveria esse texto, ou se escrevesse não seria o mesmo texto. Mas hoje cheguei a conclusão que o problema é a geração. Tenho irmãs mais velhas, que viveram os anos 80, que foram fãs do menudo, de armação ilimitada, de confissões de adolescentes, que brincaram mais na rua, e etc, elas sim poderiam se identificar com o texto, eu não. Eu sou da geração que pirou com as Spice Girls e com o Girl Power, que viu a princesa Diana morrer e que sonhou anos com o príncipe William, que amou Backstreet Boys e que teve um fã clube, que ouviu Sandy e Junior desde o power rangers e que torceu pela carreira internacional deles, e que só não chorou com a separação pq ela aconteceu ano passado, e não no auge q era qd a gente ainda ouvia e sonhava, sou de uma geração mais informada, mas americanizada, da geração que hoje tem 20 e poucos e que tem twitter, que ama o Ipod e que tá vendo o mundo ficar cada dia mais interligado, que tem amigos da faculdade e amigos do outro lado do mundo, enfim, poucos anos puseram um abismo entre a geração do Antônio e a minha, e por isso não nos identificamos tanto com essa infância menino maluquinho e não sentimos tanto pesar em um bolo industrializado, sentimo-nos aliás muito felizes dessa praticidade, de poder comer um bolo sem ter que fazer ou esperar ir visitar a avó ou a mãe.. Enfim, acho q é isso, cada ano que passa, as gerações vão ficando cada vez mais distantes ainda que poucos anos as separem, mas enfim, essa é a vida.
O primo Basílio
In literatura, love, textos on Setembro 8, 2008 at 6:18 pmTerminei essa semana o livro, e facinho ele tá entrando pros dez mais. Lá pelos 12, 15 sei lá quantos anos, tentei ler Os Maias do Eça, mas eu era super nova e não conseguia lidar com essas descrições chatas e intermináveis do Realismo, fora que já devia ter TDAH, assim, ler qualquer coisa mais complexa era quase impossível, daí parei nem na metade odiando o livro, o Eça, e a minissérie tb pq não conseguia assistir. Quando descobri esse semestre que ia ter q ler DOIS livros do Eça pensei: -ferrou!, mas ai lembrei que tem o filme dos dois livros e que na pior das hipóteses ia poder ver o filme e ver no que dava. E aliado a tudo isso tem o fato de que eu simplesmente AMO o Romantismo, (e se você não estuda literatura e acha que o romantismo não passa de historinha de amor babaca, vai ler Garrett vai!) e como o Realismo é meio totalmente contra o Romantismo pensei: -vai dar merda. Mas nem deu.
O Primo Basílio conquistou meu coração! Não o Basílio que é um novo rico de merda que se acha melhor que todo mundo mas que no final é um ridículo estrangeirista, nem a Luísa, que bom, foi bem idiotinha, nem o Jorge que, ok o Jorge é uns do que ganhou meu coração, ele e o Sebastião pq é bonzinho e meio q salva a mocinha na hora que ela precisa, e sim eu tenho síndrome de cinderela, maldito Walt Disney! . Mas quem ganhou mesmo meu coração de verdade, e muito foi o Eça! Como pode ele escrever assim? E olha que eu leio muito mesmo, demais até, mas poucos conseguiram me conquistar de verdade, que eu lembro assim de cara, o García Marquéz e o Nazarian, e agora o Eça. De tão bom que tava pra ler, teria lido em menos de duas semanas, mas a ida a BH me atrasou a vida nesse sentido.
Quero ver o filme agora, não sou nem patriota com filme nacional, nem odeio, acho q como todo tipo de cinema tem produções que são muito boas, e outras que são uma merda mesmo, e pelo que já vi do filme, sei que pela Glória Pires como Juliana vai valer a pena… e tb ver o Gianeccini como o corno vai ser uma diversão e tanto… Enfim, deixando de ser prolixa e indo ao ponto, leiam! Eça rocks de verdade e o livro é um ótimo retrato dessa sociedade hipócrita a qual estamos atrelados até hoje!

Você vai lembrar de mim ♫
In literatura, love, música on Agosto 8, 2008 at 4:59 pm
Mayara Magalhães
para Eduardo
Sei que não devia te escrever, não devia prolongar mais que o necessário, afinal, dessa vez foi você que optou por dar um tempo, mas tenho que me despedir, e espero que dessa vez seja de verdade. Lembra do e-mail de despedida que citei ontem, então…
Você vai ser sempre muito especial pra mim, nunca esquecerei tudo o que falamos, tudo que sentimos, tudo o que fomos e somos um pro outro, e de verdade, espero que esse não seja o fim, espero que, caso seja o ponto final do qual falamos, que seja uma pausa longa, mas que seja interrompida pelo começo de outra frase. Não sei o que acontecerá daqui há alguns anos, eu planejo muito, mas não posso ter certeza de como tudo será. Talvez você me veja daqui há alguns anos dando uma entrevista pro Jô falando sobre meu novo livro, ou talvez você veja uma reportagem sobre jovens brasileiros na Europa, e se não me vir entre eles, vai pelo menos lembrar de mim, ou talvez você se quer me veja na televisão, apenas se lembre de mim e pense em como estarei. Não sei, só espero que algum dia o acaso volte a nos juntar e possamos finalmente fazer o que tivemos vontade por tanto tempo.
Nunca mais ouvir Amy será a mesma coisa, não lembrarei de ninguém mais ao ouvir Nenhum de Nós. Se quer terei coragem de trocar de e-mail ou de número de celular, ainda que toda espera seja em vão…
Desejo-lhe que não se arrependa de suas escolhas, desejo-lhe toda felicidade do mundo.
Paris será linda, mas nunca será tão linda se não tiver você.
——–
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Momento para o futuro
In literatura, textos on Junho 13, 2008 at 1:05 pmFoi numa quarta-feira, dessas bem sem graça; eu não tinha nada pra fazer e era feriado, então decidi sair, decidi andar. Eu não tinha um motivou um rumo, queria só pensar em nada enquanto via os passantes, cada um com uma cara diferente, um sorriso diferente, uma personalidade diferente. Queria também observar a paisagem que como em qualquer centro urbano se resumia a prédios residenciais, lojas, shoppings, algumas pracinhas com aquelas arvorezinhas típicas nada de mangueiras ou amoreiras ou qualquer outra árvore com frutos suculentos que lembrassem minha infância, não, as arvores eram dessas que crescem rápido, que dão frutos não comestíveis, facilmente podáveis e que enfeitam cidades pelo mundo.
Foi ali, entre os mais diversos passantes, entre lojas, prédios e pracinhas, bem ali que a vi. Ela sorria enquanto conversava no celular, seu cabelo voava e de vez em quando tocava levemente sua boca fazendo-a parecer tão sexy; os olhos brilhavam e mesmo sofrendo com o cabelo esvoaçante, mas nada tirava aquela graça, ela passou por mim e por um momento nossos olhares se cruzaram, nada muito significativo pra ela, uma simples troca de olhares com uma pessoa da rua que vem em sua direção, mas pra mim foi mais, foi um momento intenso que eu fiz questão que durasse o máximo possível, e quando estivemos lado a lado nossos ombros se tocaram, e ela segui quase que flutuando ali, mas um pouco antes de virar a esquina e sair de vez da minha vida ela virou, olhou, sorriu, eu sorri, e foi-se. E eu fui também, sei que jamais a verei outra vez, sei que jamais nos veremos, mas sei que esse é um dos momentos que persiste na memória, sei que quando estivermos os dois com Alzheimer e só nos lembrarmos de flashes da nossa vida, esse momento virá a memória e ela pensará que eu fui o homem que ela amou, e eu pensarei que ela foi a mulher da minha vida, e viveremos em paz até a morte.

Se eu acredito em amor?
In literatura, love, textos on Maio 19, 2008 at 7:36 pm
Não sei.
Simples assim.
Tem dias que sim, é fácil, você gosta de alguém, é recíproco, e pronto. Felizes ambos acreditam no amor.
E você agradece a Deus que haja um sentimento tão belo no mundo, agradece a Ele o dia que ele teve a feliz idéia de colocar Eva no paraíso, e de encher o coração de Adão de amor, e de que eles tenham procriado e com eles o amor, pois até Caim, que foi capaz de matar o próprio irmão amou, se casou, teve descendentes. E você suspira, e ele suspira. E tudo é lindo!
Mas tem dias que você está só. Que você olha os casais pela rua, nas revistas, nos álbuns do orkut, e acha que é tudo questão de interesses, eles são bonitos, descolados, eles não querem ficar sós, eles querem mostrar pro mundo, eles se acham atraentes, eles precisam de atenção, de auto-afirmação, eles são solitários e tentam enganar o mundo. Aí não, não existe o amor.
E tudo é uma invenção daquele lojista ganancioso, que via sua vendas caírem cada dia mais, logo que tinha virado sensação inventando o comércio, agora era esquecido. Daí ele resolve criar um sentimento, mas não aqueles que existiam até então de amizade e fraternidade, não ele quer algo grandioso, algo pelo qual valha a pena morrer, matar, e o mais importante: comprar. E eis que surge o amor, e em nome dele pessoas se casam, e têm filhos e despesas, e tem que se agradar e como o fazem? Comprando. E ele ganhou, o lojista ganancioso ganhou, e até hoje “amamos” e compramos, tudo em nome do “amor”.
Respondendo ao título, eu acredito em ambos, ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.
E você?
Nasci pra isso!!
In literatura, música, textos on Maio 19, 2008 at 3:17 pmFaz tempo que queria postar mas não sabia o que.
Meu aniversário? Tá foi dia 7/05, saí com meus amigos, super legal, os amo e etc..
Tá mas pra mim não dava.
Crise de idade? Sempre tenho, acho que é culpa dessa sociedade etc…, mas até que esse ano tá indo tudo bem, nada de muito grave não, acho que me acostumei ao fato de que não tem mais jeito, não dá pra adiar, todo mundo vai ficar velho.
Celebridades? Acho interessante blogs sobre isso, me divirto muito, mas não é minha praia.
Outro post açucarado de encontros ou desencontros? Tô meio sem inspiração pra isso, ou sei lá mas tô achando meus textos sobre isso tão melosos, bobos e sem imaginação…
Foi aí que lendo o blog do querido Santiago Nazarian (link no blogroll, e sim pegava fácil hehehehe) que tive a inspiração.
Tempos atrás em um de seus post’s ele disse:
“Então ler um Harry Potter aproxima o adolescente de… FILMES DO HARRY POTTER, não de livros de outros autores.”
Tipos, ele é o cara, leio os livros e o blog, amo e tal; mas discordo em termos.
Com a maioria das pessoas acontece isso mesmo, e o máximo que conseguem é chegar a ler livros na mesma linha de história ou de linguagem, mas comigo não foi assim.
Comecei a ler bem nova, lia tudo que podia. De livro lembro um que me marcou que se chamava “Noiva do Verão” 
sabe aqueles livros de banca de revista? Pois é, li bem criança e amei, era tão romântico…(a venda no mercado livre aproveitem!!)
Depois disso viciei em Agatha Christie e com a onda Harry Potter invadindo o mundo claro que li.
Mas com o tempo vi que queria mais, queria ler algo que fosse bom, que as pessoas diziam que era bom, que eu via em revistas, em programas de tv e etc. E com o tempo fui formando meu gosto, fui vendo que muita gente tinha razão, muitas outras não e considero que tenho bom gosto. E acho que isso acontece com muitas pessoas, começam lendo merda, até pq quando se é criança é mais fácil, e no futuro passam a ler coisas melhores. Não faz sentido por exemplo por uma criança pra ler Machado, eu tentei aos 11 ler Dom Casmurro, e depois de ver que tava cansada de insistir e admitir que tava boiando mesmo, parei. Tentei de novo aos 15 e gostei. Acho que é assim com música tb, a gente tem que viver a idade que tem, por que se não faz merda depois de adulto. Porque por mais vergonhoso que seja aos 25, é coerente ouvir Backstreet Boys com 13 anos, incoerente é não ouvir e quando chegar aos 30 numa crise de não aproveitei minha adolescência, não ouvir outra coisa…
Voltando, o Santiago fala depois de como ele conheceu coisas, e como descobriu que queria ser escritor, com Wilde, e fez eu me lembrar de mim. Acho que minha maior influência, minha musa é o García Marquéz. Li ainda adolescente, numa fase wannabe intelectual, só porque tinha ganho o Nobel e tal, mas como amei, Cem anos de solidão é muito bom, me fez querer ser escritora, mas não só escritora e sim uma das grandes…
E aqui estamos, pensando e discutindo literatura em blogs e experimentando o que funciona e o que não, e como funciona.
ps1: tá se perguntando se mesmo depois de velha li todos do HP neh? Li sim, e pretendo ver todos os filmes tb, afinal tem graça começar e não terminar?
ps2: se ainda ouço BSB? Às vezes, mas hoje acho mais engraçado que qualquer outra coisa, qlqr dia analiso aqui…
Acaso o acaso existe?
In literatura, love, textos on Abril 8, 2008 at 4:29 pm
Eram crianças, se quer sabiam qualquer coisa da vida quanto mais do amor, e viviam assim, distantes, nada muito permanente, nada muito forçado, apenas afastados, por que era como tinha que ser, era como devia estar naquele momento, naquele instante daquelas vidas.
O tempo passou e continuavam ali, nos mesmos lugares, se encontrando indefinidamente sem se quer serem amigos. Até que um dia algo mudou, não sabem bem ao certo, talvez tenha sido a maturidade advinda do passar dos anos, talvez tenha sido um acaso, um descuido que resolveram aproveitar, mas não importa como, o importante é que aconteceu, e ali estavam, perto. Não íntimos, apenas perto o suficiente pra desencadear uma reação, apenas o suficiente pra mudarem seus destinos se quisessem, e naquele momento queriam, e tentaram.
Mais algum tempo e estavam ali novamente, dessa vez íntimos, dessa vez fazendo parte um da vida um do outro, dessa vez não seriam indiferentes se se encontrassem em um mesmo lugar, não havia mais espaço para isso; agora se se encontrassem seria uma alegria para ambos, e não precisavam fingir que não, e não precisavam de pudores, apenas felizes com suas companhias. Neste momento que surge. Ela. Ele pensa mal a perceber mas a medida que o tempo passa não a esquece. A medida que o tempo passa se vê supondo como teria sido se aquele acaso, aquele descuido, aquele sei lá o que não tivesse acontecido, e se a distância nunca houvesse sido ultrapassada, como estaria agora? Estaria livre para Ela? Fugia desses pensamentos mas eles sempre voltavam, fugia dessas suposições mas lentamente elas se transformavam em desejo e lentamente quase que podendo tocar-se os segundos de tão de vagar que tudo ocorria, a distância foi voltando. Não como era, mas claramente não era mais igual, claramente cada segundo que passava acontecia algo e finalmente ela voltou. Enquanto que outra distância era quebrada, a distância que existia entre ele e Ela, a distância que era normal existir por se conheceram a tão pouco tempo, se desfazia, e em seu lugar surgia o afeto, surgia a atenção, surgia o que antes existia entre eles, agora existia entre ele e Ela.
A complexidade de ser eu.
In filmes, literatura, moda, música on Fevereiro 8, 2008 at 2:11 pm Às vezes acho que todo mundo é assim, às vezes acho que só eu sou, às vezes acho que pelo menos algumas pessoas devem ser assim também, e finalmente não chego a nenhuma conclusão.
Enfim, me identifico com várias coisas, (com tudo não porque não acredito que haja alguém que se identifique com tudo, não acredito em ecléticos, mas isso é tema pra outro post.) coisas que são complementares, mas principalmente com coisas que são contraditórias.

Amo moda, acho que desde pequena quando comecei a fazer as roupas das minhas bonecas, daí com o tempo fui me interessando mais, buscando mais, amando mais, até que cheguei ao nível de saber o que é bom porque é bom e o que é bom porque o Galliano disse que é (o cara da moda pra mim depois do grande Dior), acho tudo muito glamuroso, muito lindo, e me vejo nesses lugares com essas roupas.Mas ainda no quesito moda, gosto também de um bom all star confortavel estiloso, de umas roupas meio trendy, meio wave, meio over, sei lá, nem todo dia acordo com disposição pra perua.

Aí tem meu lado intelectual, que começou com livros idiotas de menina e se desenvolveu ao ponto de ler coisas boas conceituadas; só que nem só de livros bons vive meu eu, gosto também de um bom HP (falta só um pra terminar a série), de uns livros bobinhos pra passar o tempo, enfim de (quase) tudo um pouco.

Pior de tudo é meu gosto musical, uma vez disse pra minha irmã:
-Sei que é ruim, mas eu gosto.
Confusa ela disse que não acreditava que eu achasse ruim algo e ainda gostasse, mas fazer o que? É a mais pura verdade. Sabe tive mesmo e não escondo de ninguém uma fase Backstreet Boys+Spice Girls, e agora que eles voltaram estou achando tudo divertidíssimo! Sabe, é bom demais cantar essas músicas ultra-bregas bem alto. Mas também gosto de música boa de verdade, aquela que ouço e chego a flutuar, ou que penso cara isso é muuuuito bom.

Filmes também é igual, não resito a um bom filme de Hollywood bem bobinho, mas também me acabo com filmes bom de verdade, com roteiro e que fazem a mente da gente viajar.
No fundo acho que gostar de (quase) tudo um pouco não é nada ruim, e faz de mim esse ser único que sou. Simplesmente não consigo me ver apenas como uma gordinha intelectual de gosto “fodástico”, ou simplesmente como aquele linda garota super glamour. Acho que sou uma soma delas e ao mesmo tempo nada disso.
Só não me chame de eclética porque isso pra mim é coisa de gente sem opnião própria, ou melhor sem coragem de admitir pro mundo o que gosta de verdade e que fica tentando agradar a todos.
Pequeno conto de terror
In literatura on Janeiro 21, 2008 at 4:28 pm
Tempo
É tudo uma questão de tempo. Não estou te desejando o mal, é só que sei que isso não é pra sempre. Você sabe também. Você sabe que mais dia menos dia quem vai te consolar e te dizer que esteve sempre esperando você voltar ao seu real estado fui eu. Você sabe que combina mais com você aquela make de emo do que esse seu novo eu surfistinha, você sabe, você sente, não adianta fugir. Simplesmente tem pessoas que nasceram para o sol, e tem outras como você, como eu, que nasceram pra noite, pra escuridão. Nossa alma é black e não adianta você fugir. É só uma questão de tempo, você vai ver…
Nada é eterno.
Mas não vou dizer pra você não se iludir, a decisão é sua. Aproveita enquanto poode essa fase, um dia pode servir pra você aconselhar alguém.
Não tenho medo do futuro pois sei que o que é sempre será, que um dia você vai se dar conta, e eu estarei aqui esperando, esperando, esperando, esperando.
The love… x El amor…
In filmes, literatura, love on Janeiro 8, 2008 at 12:15 pm Não isto não é uma disputa entre línguas, menos ainda algo falando mal do amor, se bem que eu até teria essa prerrogativa, mas não a intenção aqui é outra, é falar sobre um filme, mais especificamente sobre “The love in the time of cholera” do Mike Newell, que é baseado no livro de Gabriel García Marquez “El amor en los tiempos del cólera”.

O livro é incrível, assim como tudo que o García Marquez escreveu (pelo menos tudo que eu li é); já o filme, sabe como é, eu gostaria de qualquer forma por ser uma adaptação de um livro que eu gostei tanto, era a chance de ver em carne e osso aquelas pessoas que habitaram minha imaginação; mas criticamente como telespectadora apenas e não como fã do livro posso dizer que o filme é muito bom.
Tem detalhes que o fazem genial assim como o livro e tem detalhes que tornam ele um filme com defeitos como tantos outros.
Javier Bardem:
que ele é um ator incrível já sabemos, mas é impressionante como ele convence como Florentino Ariza. Quando li o livro tinha uma visão clara do Florentino, um homem magro, com um semblante daqueles que te dá uma tristeza só de olhar, meio deprimente sabe? E vi claramente em Bardem este personagem. O outro ator que faz Florentino mais jovem é uma gracinha, fofo mesmo, muito bom, mas não provoca aquele sentimento que o personagem do livro provoca, já Bardem me parece o próprio Florentino. Tudo bem que ele não convence muito como jovem de vinte e poucos anos, mas isso são detalhes de filmes.
O idioma:
sim eu li o livro em espanhol, e claro esperava ver o filme em espanhol também, ainda mais com tantos latinos e falantes de espanhol no elenco, mas compreendo que é mais fácil divulgar e conquistar um maior número de público utilizando o inglês, que queiramos ou não é o idioma mundial. Mas convenhamos que ficou meio ridículo aquelas pessoas em plena Colômbia falando aquele inglês com sotaque, mas tudo bem, são detalhes que tornam o filme um filme.
Sexo:
ele é retratado no livro, e nada mais normal que estivesse presente também no filme, tudo bem que eu preferia não ver tantos peitos como tive que ver, mais faz parte, afinal o sexo é uma parte importante do filme.
Maquiagem:
quando trocaram o jovem Florentino por Javier, imaginei que trocariam também Fermina Daza, mas não mantiveram, até mesmo quando eles envelhecem eles mantiveram a Giovanna Mezzogiorno apesar de sua juventude. E o mais impressionante foi vê-la nua na última (e na minha opnião) a maior cena de sexo do filme, ela realmente me convenceu de seus 70 e poucos anos, a maquiagem estava impecável.
Roteiro: como li o livro esperava algo, principalmente da história, e depois de grandes decepções com adaptações para o cinema de livros como Harry Potter por exemplo, tentei ter menos expectativas em relação a este filme, mas felizmente o roteiro foi incrível. Como o livro é grande, claro que personagens e situações tiveram que ser mudados, mas nada que comprometesse a história, a coerencia e claro o livro.
No mais, o que posso dizer? Apesar de não receber um real por isso, recomendo:
Ir o mais depressa aos cinemas e ver esse filme incrível, isso se você já tiver lido o livro. Se não e gosta de ler, primero vá a uma livraria ou biblioteca e leia o livro que nem é tão grande assim, se você não aguenta de curiosidade ou simplesmente naõ gosta de ler, vá ver o filme o roteiro é incrível, não fica devendo muito ao filme.
Esboços de um romance-parte 1
In literatura, love on Dezembro 14, 2007 at 8:57 pmEla era tudo que ele sempre quis, tudo que sempre admirou: inteligente, culta, divertida, louca, sonhadora. Sempre embarcava em seus planos, em seus sonhos, em suas viagens; era a companheira ideal por quem ele havia esperado tanto, depois de tantas decepções, de anos investidos em relações que não tiveram futuro mais que ainda assim ele não desprezava, ele a encontrara, e viviam felizes assim. Não eram as melhores pessoas do mundo, mas para si mesmos eram o suficiente, o melhor. Mas como tudo na vida que nos parece perfeito, um dia também acabou, ou se transformou como preferem alguns. Começou naquele dia, numa tarde comum, na qual ele seguia sentindo tudo que sentia já há uns 6 meses; ela chegou. Outra, diferente, quase o oposto dela, ou melhor, uma complementação, doce, divertida, sorridente, cativante, linda, com aquela beleza que tira o fôlego, que nos faz lembrar da perfeição, que nos remete aos tempos gregos, uma espécie de ninfa dos anos 2000, contudo toda essa perfeição já tinha dono, se podemos assim dizê-lo, e não era um simples dono, era ele, Fernando, seu melhor amigo. Um história dessas num roteiro de novela mexicana já sabemos mais ou menos ao que levaria, mas na vida real, no dia-a-dia é tudo tão mais imprevisível. Enrique naquele momento que a viu nem se quer sabia o que sentia, talvez por medo de pensar sobre, talvez porque simplesmente achava tudo isso uma emoção de momento, mas o que importa mesmo é que se manteve impassivel, pelo menos foi o que tentou, e Fernando, a outra (Rachel) e a sua namorada Alice porhora nada percebiam. Mas no intimo de si, Enri sentia dúvidas, se via comparando as duas, se via desejando ter sido ele o que foi a uma exposição em Madrid e conhecido a Rach, mas agora nada podia ser feito, nada devia ser feito.
Vienna_he
In literatura, love on Novembro 6, 2007 at 5:34 pmAntonio era o nome dele, rapaz comum de família, amigos e vida comum. Não costumava sonhar com a vida que iria ter, sabia um pouco como ela seria e isso bastava. Foi ai que a viu, era uma segunda-feira normal, nem tanto pois era seu primeiro dia de aula, mas depois das primeiras aulas tudo lhe parecia tão familiar, então ela chegou, sorria livremente como se não houvesse nimguém no mundo além dela e de seus amigos, tinha um ar tão inteligente, decidida, e assim ele se apaixonou, e começou a fazer novos planos que a incluiam. Só não esperava que ela fosse tão surpreendente. Ela se tornou sua amiga, parecia que ele sabia exatamente o que se passava em seu coração, e em sua mente, mas como a vida provou tempos depois ele estava enganado… De repente ela mudou, fez coisas que não condiziam, deixou pra trás tudo o que por anos havia sonhado, desejado e se foi, e ele ficou só com seu amor, esperando, talvez um dia ela volte, talvez não, e assim a vida dele voltou aos planos antigos.

Vienna_she
In literatura, love on Novembro 6, 2007 at 5:10 pm
Rocío, era seu nome, pais descendentes de espanhóis imigrantes no Brasil, algumas culturas perduram. Sonhadora, vivia pensando no seu futuro como seria, com quem seria, e como ela viveria então. Poucos a entendiam mas todos a amavam, seu erro foi somente não ver todo esse amor a tempo. De repente em um dia de chuva, um daqueles que nos fazem querer ficar em casa, dormir o dia todo, em um dia assim aconteceu. Ela viveu uma decepção, que a fez ver tudo diferente, que a fez perder a direção do seu futuro, pois tudo havia mudado, e agora o que ia acontecer? Foi ai que ela mudou, ela ficou cega para aquele que a amava e só via seus sonhos, seus desejos, sua vontade de fugir, de esquecer tudo, de sublimar sua dor. Então ela fez, largou tudo, tomou uma atitude impensada, surpreendeu a todos e a si mesma, trocou um momento que poderia ser mágico por um simples momento comum, queria apenas ser igual aos outros, esuqcer toda a pressão que sofrera e sofreria se seguisse igual. E no fim ela fugiu, deixou todos para trás, não viu ninguém além dela, se foi sem se quer ver pra onde e não voltou mais.
Shame post – Edição Especial
In desabafo, literatura, love, música, textos on Outubro 23, 2007 at 7:22 pmPor um momento eu cri, eu sei, babaca né? Pois é, essa sou eu, babaca. Mas ah, hoje eu vejo que apesar das mentiras, apesar das minhas crises naive, apesar de tudo, não me arrependo, cresci, aprendi, e cada dia tenho mais certeza do que eu quero, de quem eu quero, e ainda que dê tudo errado, saberei que no fim a uma esperança, no fim eu sei que ele existe, eu creio como eu cri que podia ser você, e crer faz de mim forte, faz de mim melhor, faz de mim o que eu sou. E minha despedida é dizer que no pior que você tinha, nós eramos iguais, nós eramos:
Sob medida
Se você crê em Deus
Erga as mãos para os céus
E agradeça
Quando me cobiçou
Sem querer acertou
Na cabeça
Eu sou sua alma gêmea
Sou sua fêmea
Seu par, sua irmã
Eu sou seu incesto (seu jeito, seu gesto)
Sou perfeita porque
Igualzinha a você
Eu não presto
Eu não presto
Traiçoeira e vulgar
Sou sem nome e sem lar
Sou aquela
Eu sou filha da rua
Eu sou cria da sua
Costela
Sou bandida
Sou solta na vida
E sob medida
Pros carinhos seus
Meu amigo
Se ajeite comigo
E dê graças a Deus
Se você crê em Deus
Encaminhe pros céus
Uma prece
E agraceça ao Senhor
Você tem o amor
Que merece
Gold…
In literatura, love on Outubro 11, 2007 at 6:29 pmMe disseram que meus textos românticos eram muito tristes, bom eu gosto de históras de amor tristes e acho que por isso escrevo assim, mas prometi que faria algo mais alegrinho, contudo mudar não depende só de mim, há fatores externos que influenciam no modo como eu escrevo.
Mas nem quero justificar nada só quero escrever, sabe, se vai ser alegre ou não, independe de mim. Então lá vai:
Você sorri, e eu sorrio; você vai e eu vou, sem pensar em nada mais sem ponderar no que é o certo a fazer; você faz e eu tenho vontade de experimentar, saber que gosto tem tudo que você ama. Meus dias com você são outros, eu sorrio mais, eu confio mais, eu espero menos, eu anseio menos, fico só parada observando seu jeito de agir, de se mover, e é tudo tão encantador!!! Acho tão brega essas frases de sempre vou te amar ou meu amor por você é um oceano, mas pela primeira vez consigo compreender bem e até justificar essas pessoas.
todos Os Defeitos De Uma Mulher Perfeita
In literatura, love, moda, música on Outubro 2, 2007 at 5:37 pm
“Ela não é do tipo de mulher que se entrega na primeira; mas melhora na segunda e o paraíso é na terceira.Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira;ela é uma deusa, ela é mulher de verdade.Ela é daquelas que tu gosta na primeira,se apaixona na segunda e perde a linha na terceira,ela é discreta e cultua bons livros,E ama os animais…”C.B.J
“As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de dança,
Em tudo isso.
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que tudo seja belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Eluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como ao âmbar de uma tarde. Ah, deixai-e dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) e também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é, porém, o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37° centígrados podendo eventualmente provocar queimaduras
Do 1° grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro da paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que, se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ele não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.” V.M
ps:frases foram omitidas ou modificadas.
-Toda la vida-dijo.
In literatura on Julho 13, 2007 at 8:00 pm
Nem só de filmes são feitas minhas férias. Com o tempo livre e sem a pressão de ter que estudar pra provas e afins, tive finalmente tempo para terminar de ler: “El amor en los tiempo del cólera” é sou viciada em García Marquez, desde que li “Cien años de soledad” não consegui ficar longe dele e tô tendo que fazer um esforço tremendo pra não pegar outro livro dele pra ler agora.Mas vamos ao “El amor en los tiempos del cólera”, é um livro ótimo, só sendo tão bom assim pra manter um leitor empolgado em quase 500 paginas sem os recursos fracos de “O Códido da Vinci” ou H.P.’s que só te fazem ler pela curiosidade do que virá; “El amor…” apresenta diversos triangulos amorosos, mas não do estilo Malhação com um bonzinho babaca que mais faz nos tirar do sério, não, o ivro é tão bem escrito que você se vê torcendo pra todo mundo, não consegue decidir que casal te fascina mais.Tem também aqueles momentos de suspiro, acho que nem com as comédias românticas suspirei tanto, tem umas cenas tão doces que a única coisa que eu conseguia era dizer : ah….Enfim nem sei o que dizer, é doce, é inteligente, é sensível, é de mulherzinha sem ser gay(pq tem coisas que são tão afeminadas que até uma mulherzinha naõ gosta), é enfim tuuuudo de bom!
Ah, o título do post, bom leiam e saberão porque!
Florbela, a poetisa eleita.
In literatura on Junho 19, 2007 at 6:24 pmVAIDADE
Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!
Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!
Sonho que sou Alguém cá neste mundo …
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!
E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho … E não sou nada! …
Florbela, dizem muitos críticos, quis ser poeta, ela escolheu esse ofício, se dedicou a ele; planejou desde pequena o que e como iria escrever. O poema “Vaidade” analisado aqui, faz parte do “Livro de Mágoas” publicado ainda em vida por ela no ano de 1919 e expressa um pouco desse desejo de ser poeta. Mas antes é pertinente analisarmos um pouco mais das obras anteriores e das influências de Florbela.
Florbela começou a escrever desde muito pequena(“Vida e morte” com 7 anos) e sempre sonhou em fazer algo grande na poesia, vemos isso principalmente no seu projeto “Alma Portuguesa” que abarca várias facetas da poeta. Já no Livro de Mágoas a temática é essencialmente amorosa contém 32 sonetos, o soneto não é uma escolha aleatória, é sim a eleição de uma forma nobre, clássica e portando condizente com alguém que quer ser uma grande poeta.
Apesar de ter sido contemporânea de Pessoa e dos demais orfistas ela não apresentou influência deles e do movimento modernista português. Em suas obras vemos mais presente a influência de Soror Mariana Alcoforado e sua triste história de amor e dos poetas românticos. A influência de Mariana se destaca principalmente no “Livro de Soror Saudade” que poderia ser facilmente descrito como as cartas de Mariana em versos. Já dos românticos se apresenta no tratamento dado ao amor, a natureza, ao nacionalismo e principalmente na relação com a torre de marfim pois se diz no alto de uma torre “Torre de Névoa” e sente o desejo de que seus versos abarquem todo o mundo.
Analisando finalmente “Vaidade”, vemos que estruturalmente não de difere dos outros poemas de Florbela, é um soneto, decassílabo, apresenta o guarda-chuva semântico da poetisa como em: saudade, alma, insatisfeita, sonho, Alguém, imensidão, nada, as rimas são alternadas e exteriores. Fala de um eu-lírico sonhador, que sonha ser A poetisa, a que tudo vê, a que tudo sabe , a que melhor retrata o mundo, cuja inspiração é perfeita e que faz com que todas as pessoas se deleitem ao ler seus versos. Deseja ser poeta como o desejará em 1923 no poema “A maior tortura”(Livro de Sóror Saudade) a fim de que assim possa exprimir toda sua dor pois vê a poesia como algo libertador. Contudo seu sonho não passa de um sonho e portanto tem que acabar e quando acaba ela se vê como o que realmente é(aos seu olhos) nada. Acorda e se vê como o eu-lírico de “Eu” alguém perdido, cheio de dor, incompreendido, invisível, triste.
E as horas, e o dia, e a vida têm que passar…
In literatura, love on Maio 31, 2007 at 8:29 pmEntão, vou postar enquanto analiso tua foto…..
tua boca, nunca fui dessas obsecadas por boca, mas a tua é linda….
como pode???
Sei lá mas é fascinante.
Sinto até vontade de beijar…
…teu nariz, é em nariz eu reparo mesmo…
o seu é fofo…dah ateh vontad de levar pra casa.
Teus olhos…..lindos…..me distraem……viajo olhando pra eles…queria saber o que se passava na tua cabeça….
Tuas mãos….ah essas mexem comigo (sem trocadilhos por favor) mas elas parecem aquelas mãos que foram feitas pra sentir o toque…as vejo e as sinto em meu corpo…a combinação perfeita!!!!!!
É a primeira vez que vejo essa foto assim tão de perto….vejo tantas imperfeições que o certo seria perder todo o encanto que sentia, mas pelo contrário me sinto mais fascinada ainda!!!!!
Cada partezinha, me faz querer entrar nessa foto….podia passar horas só olhando pra essa foto…..tentando descobrir o q tem por trás desse olhar, onde exatamente você está…….
Mas infelizmente a vida tem que seguir….pois as horas não param!!!
“Ocurra lo que ocurra, aun en el día mas borrascoso, las horas y el tiempo pasan.”
William Shakspeare
Santiago Nazarian
In literatura on Maio 15, 2007 at 9:01 pmmeu novo escritor preferido…hehehehehe tah naum li mta coisa dele ainda mas esses contos do blog jah me fizeram ansiar pelos romances…..decidi postar esse pq eh mto fofo, doce lindinhu msm e naum resisti… qm quiser ver mais coisa dele tem um link no meu blogroll …. eh naum tô ganhando dinheiro em cima naum viu Nazarian????eh ateh divulgação gratuita hehehehe
enjoy it:
Sunday, July 18, 2004
Santiago Nazarian
O PEQUENO CONTO QUE SORRI
“Ele disse que me ama, eu juro.” Maria Cecília tentava convencer a amiga com biscoitos amanteigados e chá de baunilha. Era um inverno rigoroso, mas ela não queria falar sobre isso. Queria aquecer-se entre aromas e sabores de um amor confesso. As cortinas fechadas e o coração aberto. O conforto de quem pode e de quem tem, de quem tem um amor, aos sessenta e sete anos de idade. “Que bom, Maria Cecília. O que mais ele te disse?”
Não muita coisa. Maria Cecília ficava sem jeito. “Disse outras coisas sem importância, que eu nem mais me lembro. Desde que disse que me amava, não liguei pra mais nada. Até me senti culpada de tê-lo tratado tão mal…”
“Pois bem, você não devia levar tão a sério. São apenas palavras, qualquer um pode dizer. Não significa que ele te ama mesmo. Talvez apenas tenha se acostumado…”
“Mas ele me disse espontaneamente, sem que eu perguntasse. E eu nunca lhe disse ‘eu te amo”.
“Mesmo assim. Pode ter aprendido com outra. Eles sabem do que as mulheres gostam. Só dizem o que a gente quer ouvir, sem a menor intenção na verdade.”
“Sem a menor verdade na intenção.”
“Que seja. Me passe mais um biscoito.”
E as duas velhinhas cruzavam as pernas e os braços, cruzando a tarde em vão e vaidades, vaidades e infusões, num inverno solitário. Lá fora, amores resistiam, choviam e derrapavam, tentando voltar para casa, para as cobertas, para os braços uns dos outros, para fugir do frio.
“E esse frio..Nem parece que é um país tropical!”
Mas os vizinhos existem para nos lembrar. E rompendo o gelo, afastando as cortinas, entrou a música como um raio de sol. Alta, quente e estridente.
“Ah, aí está seu país tropical! Essa música tocando o dia todo, que não há paz e inverno que sobreviva. Vou acabar deixando o chá pra lá e começar a servir quentão.”
“Ah, até que é animadinha, Maria Cecília. Que música é essa?”
“É o Tcham. É o Tcham. Coisa dos vizinhos…”
“Ouviu isso, Maria Cecília?”
“Ouvi o quê? Só escuto essa música, o dia todo.”
“O papagaio, Maria Cecília. Disse ‘É o Tcham’.”
“Não…ele não disse isso…”
E as duas senhoras permaneceram em silêncio entre a música, tentando perceber o significado oculto das palavras do demônio. As xícaras chacoalhando, biscoitos se desmanchando, o inverno chegando ao fim. No fundo da sala, o bater das asas acompanhava o ritmo e ansiava por liberdade “É o Tcham!”
“Bah…eu jurava que ele tinha dito ‘Eu te amo’.
“Eu avisei, Maria Cecília. Você devia ter comprado um cachorro.”
(09/02)
Cartas ao vento II
In literatura on Abril 24, 2007 at 9:04 pm” O cheiro de sua pele está grudado em mim, mas você está no vôo de volta para sua cidade, e eu preciso de algum abrigo para minha própria proteção, ficar comigo mesma concentrada, lúcida, em paz, serena.Espero que você saiba, que isso não tem nada a ver com você,isso é pessoal. Nós temos que ajeitar algumas coisas e eu sentirei sua falta como uma criança sente falta do seu cobertor, mas tenho que seguir em frente com a minha vida. Chegou a hora de ser uma garota grande,e garotas grandes não choram.
O caminho que eu estou trilhando, eu devo ir sozinha, eu tenho que dar pequenos passos até estar totalmente amadurecida.Contos de fada nem sempre têm finais felizes, não é?Como colegas de escola no pátio da escola,nós jogamos cartas, eu fui a sua melhor amiga,e você foi meu namorado.Sim, você pôde segurar minha mão, porque eu queria segurar a sua também, nós fomos parceiros e amantes e compartilhamos nossos mundos secretos.Mas chegou a hora de eu ir pra casa está ficando tarde, está escuro lá fora. Eu preciso ficar sozinha concentrada, lúcida, em paz,serena.”
Não sabia como te dizer que depois de tudo, eu estava indo embora, não sabia como te mostrar que não era algo de errado com você e sim uma decisão baseada em uma reflexão demorada.Escolhi essa música que retrata como me sinto agora. Tenho que ir, por mais que tenha sido íncrivel estar com você, é a única decisão possível pra nós dois.Somos muito jovens pra nos ligarmos dessa maneira, tenho muito o que viver ainda e você também, quem sabe no futuro possamos nos encontrar novamente e ai tudo seja mais fácil.Mas agora tenho que me concentrar no meu fiuturo e tenho que te deixar concentra-se no seu.Já era previsto que isso ia acontecer, só te peço que seja um pouco mais compreensivo.
Cartas ao vento
In literatura on Março 19, 2007 at 7:43 pmO que vou postar aqui é ao mesmo tempo uma carta que escrevi pra alguem real tomando por base que vivemos algo(o q soh aconteceu na minha mente eh claro)e é tbm um bilhete de uma personagem d um conto que estou escrevendo…….
Oscar
“In a perfect world you’d still be here”
Simple Plan
Sei que essa não é nossa love song, mas é a canção que melhor traduz o que sinto agora. Se estivéssemos no mundo perfeito, você ainda estaria aqui comigo.Ia ser incrível te mostrar meu mundo, mas melhor ainda seria mergulhar inteiramente no seu. Contudo nos deparamos com uma realidade cruel:este não é,nem de longe, um mundo perfeito. E seguimos assim, você ai, com sua vida ….longe…sem se quer lembrar de mim; e eu boba(como sempre…..) aqui pensando em você em cada segundo de descanso que minha mente tem, aliás mesmo nas horas em q eu deveria estar concentrada, minha mente foge e arranja um jeito de pensar em vc; no seu sorriso cativante, no seu modo de gesticular quando esta nervoso, nos seus olhos misteriosos, na sua expressão quando esta preocupado, no seu nariz empinado, enfim, em tudo que faz de você essa pessoa única e fascinante que não sai da minha cabeça. Às vezes me irrito quando me dou conta de que enquanto passo noites sozinha ouvindo canções de amor tristes, você pode estar por ai com uma zinha que nem se quer se importa. Dai eu percebo que não posso exigir nada pois essa situação toda foi idéia minha, foi por uma escolha minha que terminamos assim, destantes, sem ter nada a ver um com o outro…Mas bem que você podia ter feito algo se quisesse…. porque não me impediu? Porque não tentou provar que o que eu estava fazendo era uma idiotice? Mas agora não adianta tentar achar um culpado, pois ao mesmo tempo que ambos somos nenhum de nós realmente é.Acho melhor esquecer tudo de uma vez.Ninguém encontra seu passado jamais.
Alicia

