Mayara

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para todos nós

In blog's, filmes, love, textos on Outubro 16, 2008 at 3:00 pm

Hoje um dia hiper atarefado no qual eu deveria estar estudando pq tenho prova e seminário semana que vem, fora as aulas que tenho que planejar e as provas que tenho que corrigir, estava no twitter pq sou viciada. Daí que o @rubinhu faz o favor de indicar o site: parafrancisco.blogspot.com e ai começa esse post.

Tinha lido algo sobre a Cristiana Guerra na gloss em algum tempo do passado e apesar de me emocionar, nunca lembrei de ver se tinha blog ou não, Daí que hoje ao me deparar com o blog fiquei mto mas mto feliz. Bom, ainda não li todos os arquivos como fiz com vários blogs que me encantaram por ai, mas foi pura falta de tempo, pq sei que mais dia menos dia vai ter outro post aqui falando de como me senti depois de ler tudo.. Anyway, pelo que eu li, me sinto lendo ps: I love you, ok não vi o filme todo nem li o blog todo pra falar isso, mas me emociona do mesmo jeito, e de um jeito diferente do que as outras coisas me emocionam. Eu não sou o tipo de pessoa que se emociona com tudo ou com qualquer coisa, nem sei bem explicar o que emociona ou não, tem dias que um mendigo na rua me enche os olhos d’água e me faz pensar em como o mundo é injusto, tem dias que eu olho pra eles e só quero que não cheguem muito perto de mim por causa do cheiro. Tem dias que ver um cachorro de rua me emociona e fico extremamente chateada e chocada de como as pessoas podem tratá-los mal, e outros dias nem os vejo direito, não me tocam simplesmente. Pode ser culpa do meu temperamento mutável, da minha tpm constante, da minha criação, sei lá, só sei que é tudo muito variável.
Só que essas coisas de amor, essas coisas de gente que se ama muito a ponto de deixar cartas guiando os outros, ou de fazer um blog contando pro filho como o pai era, e o pior, ver que eram pessoas bacanésimas e que agora se foram, e se foram assim do nada, e ver que o amor continua mesmo que as pessoas já tenham ido me emociona. E no caso do site ainda é pior pq é de verdade… qse morri com ps I love you mas no fim me consolava pensar que era só um filme, que caras assim não existiam, que amores assim eram coisas dos lojistas gananciosos que patrocinavam o cinema, mas quando é real, bom será que os lojistas patrocinam a vida real tb? Resumindo, o blog é excelente, é praqueles dias em que a emoção está a flor a pele e tudo que você quer é ouvir uma música triste e se emocionar, hoje eu estou assim, então vamos ver o que a Cristina escreveu pro Francisco hj.

A complexidade de ser eu.

In filmes, literatura, moda, música on Fevereiro 8, 2008 at 2:11 pm

Às vezes acho que todo mundo é assim, às vezes acho que só eu sou, às vezes acho que pelo menos algumas pessoas devem ser assim também, e finalmente não chego a nenhuma conclusão.
Enfim, me identifico com várias coisas, (com tudo não porque não acredito que haja alguém que se identifique com tudo, não acredito em ecléticos, mas isso é tema pra outro post.) coisas que são complementares, mas principalmente com coisas que são contraditórias.

Amo moda, acho que desde pequena quando comecei a fazer as roupas das minhas bonecas, daí com o tempo fui me interessando mais, buscando mais, amando mais, até que cheguei ao nível de saber o que é bom porque é bom e o que é bom porque o Galliano disse que é (o cara da moda pra mim depois do grande Dior), acho tudo muito glamuroso, muito lindo, e me vejo nesses lugares com essas roupas.Mas ainda no quesito moda, gosto também de um bom all star confortavel estiloso, de umas roupas meio trendy, meio wave, meio over, sei lá, nem todo dia acordo com disposição pra perua.

Aí tem meu lado intelectual, que começou com livros idiotas de menina e se desenvolveu ao ponto de ler coisas boas conceituadas; só que nem só de livros bons vive meu eu, gosto também de um bom HP (falta só um pra terminar a série), de uns livros bobinhos pra passar o tempo, enfim de (quase) tudo um pouco.

Pior de tudo é meu gosto musical, uma vez disse pra minha irmã:
-Sei que é ruim, mas eu gosto.
Confusa ela disse que não acreditava que eu achasse ruim algo e ainda gostasse, mas fazer o que? É a mais pura verdade. Sabe tive mesmo e não escondo de ninguém uma fase Backstreet Boys+Spice Girls, e agora que eles voltaram estou achando tudo divertidíssimo! Sabe, é bom demais cantar essas músicas ultra-bregas bem alto. Mas também gosto de música boa de verdade, aquela que ouço e chego a flutuar, ou que penso cara isso é muuuuito bom.

Filmes também é igual, não resito a um bom filme de Hollywood bem bobinho, mas também me acabo com filmes bom de verdade, com roteiro e que fazem a mente da gente viajar.
No fundo acho que gostar de (quase) tudo um pouco não é nada ruim, e faz de mim esse ser único que sou. Simplesmente não consigo me ver apenas como uma gordinha intelectual de gosto “fodástico”, ou simplesmente como aquele linda garota super glamour. Acho que sou uma soma delas e ao mesmo tempo nada disso.
Só não me chame de eclética porque isso pra mim é coisa de gente sem opnião própria, ou melhor sem coragem de admitir pro mundo o que gosta de verdade e que fica tentando agradar a todos.

The love… x El amor…

In filmes, literatura, love on Janeiro 8, 2008 at 12:15 pm

Não isto não é uma disputa entre línguas, menos ainda algo falando mal do amor, se bem que eu até teria essa prerrogativa, mas não a intenção aqui é outra, é falar sobre um filme, mais especificamente sobre “The love in the time of cholera” do Mike Newell, que é baseado no livro de Gabriel García Marquez “El amor en los tiempos del cólera”.

O livro é incrível, assim como tudo que o García Marquez escreveu (pelo menos tudo que eu li é); já o filme, sabe como é, eu gostaria de qualquer forma por ser uma adaptação de um livro que eu gostei tanto, era a chance de ver em carne e osso aquelas pessoas que habitaram minha imaginação; mas criticamente como telespectadora apenas e não como fã do livro posso dizer que o filme é muito bom.
Tem detalhes que o fazem genial assim como o livro e tem detalhes que tornam ele um filme com defeitos como tantos outros.

Javier Bardem:
que ele é um ator incrível já sabemos, mas é impressionante como ele convence como Florentino Ariza. Quando li o livro tinha uma visão clara do Florentino, um homem magro, com um semblante daqueles que te dá uma tristeza só de olhar, meio deprimente sabe? E vi claramente em Bardem este personagem. O outro ator que faz Florentino mais jovem é uma gracinha, fofo mesmo, muito bom, mas não provoca aquele sentimento que o personagem do livro provoca, já Bardem me parece o próprio Florentino. Tudo bem que ele não convence muito como jovem de vinte e poucos anos, mas isso são detalhes de filmes.

O idioma:
sim eu li o livro em espanhol, e claro esperava ver o filme em espanhol também, ainda mais com tantos latinos e falantes de espanhol no elenco, mas compreendo que é mais fácil divulgar e conquistar um maior número de público utilizando o inglês, que queiramos ou não é o idioma mundial. Mas convenhamos que ficou meio ridículo aquelas pessoas em plena Colômbia falando aquele inglês com sotaque, mas tudo bem, são detalhes que tornam o filme um filme.

Sexo:
ele é retratado no livro, e nada mais normal que estivesse presente também no filme, tudo bem que eu preferia não ver tantos peitos como tive que ver, mais faz parte, afinal o sexo é uma parte importante do filme.

Maquiagem:
quando trocaram o jovem Florentino por Javier, imaginei que trocariam também Fermina Daza, mas não mantiveram, até mesmo quando eles envelhecem eles mantiveram a Giovanna Mezzogiorno apesar de sua juventude. E o mais impressionante foi vê-la nua na última (e na minha opnião) a maior cena de sexo do filme, ela realmente me convenceu de seus 70 e poucos anos, a maquiagem estava impecável.

Roteiro: como li o livro esperava algo, principalmente da história, e depois de grandes decepções com adaptações para o cinema de livros como Harry Potter por exemplo, tentei ter menos expectativas em relação a este filme, mas felizmente o roteiro foi incrível. Como o livro é grande, claro que personagens e situações tiveram que ser mudados, mas nada que comprometesse a história, a coerencia e claro o livro.

No mais, o que posso dizer? Apesar de não receber um real por isso, recomendo:
Ir o mais depressa aos cinemas e ver esse filme incrível, isso se você já tiver lido o livro. Se não e gosta de ler, primero vá a uma livraria ou biblioteca e leia o livro que nem é tão grande assim, se você não aguenta de curiosidade ou simplesmente naõ gosta de ler, vá ver o filme o roteiro é incrível, não fica devendo muito ao filme.