Mayara

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Projeto Missy

In Bíblia, literatura, textos on Janeiro 14, 2009 at 4:16 pm

Eu leio muito, amo ler, acho a vida super sem graça quando não to lendo algo, e como moro há quilômetros da civilização e qualquer saída de ônibus é uma viagem, preciso ler pra não morrer de tédio. Daí que sempre to lendo algo. Ler pra mim é algo bastante democrático, leio qualquer coisa, best-seller (menos Paulo Coelho, livro ruim tem limite, me mata mais não me dá um livro do Paulo Coelho), romance, livros técnicos, didáticos, gramáticas, apostilas e etc. Mas claro que como eu estudo letras, vou fazer minha monografia e minha pós-graduação em literatura eu sei diferenciar literatura boa de verdade de literatura ruim. Por mais que muita gente não acredite nisso, ache que literatura é como música, uma questão mais de gosto que de qualidade, não é verdade. Até em música, mesmo em estilos diferentes, há uma diferença entre o que é bom de verdade e o que é ruim, e é assim na literatura, e nem sou eu que to inventando, qualquer crítico mais ou menos sabe disso. Então quando eu leio “Marley e Eu”, por exemplo, sei que como literatura é um livro fraco, mas sei que como entretenimento, como história, é um livro belíssimo, assim como tantos outros que eu já li. Isso tudo é pra introduzir o livro que acabei de ler. Se chama “A cabana” e é do William P. Young. Bom, resumindo bem a história, tem um cara, ele se distrai e a filha dele é seqüestrada, horas depois em uma cabana encontram o vestido dela ensangüentado, mas não acham o corpo. Anos depois, ele vai à caixa de correio e encontra o seguinte bilhete:

Mackenzie

Já faz um tempo. Senti sua falta.
Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar.

Papai

Papai por acaso é o modo como a mulher dele se refere a Deus. Daí ele entra em crise se é uma brincadeira ou não, mas acaba indo, e tem uma experiência impactante. Mais da história só lendo, agora quanto as minhas impressões do livro, bom, resumindo tudo: marcou minha vida. Poucos livros dos que eu li me tocaram de verdade, seja como literatura ou como entretenimento, poucos me transformaram, com poucos eu me identifiquei e tal. Fora a Bíblia que pra mim não entra nesse tipo de competição, o melhor livro que já li, misturando tudo, foi “Cem anos de solidão”, com esse livro eu soube por que García Márquez ganhou o nobel, e me fez querer ser escritora. E agora, “A Cabana”, me fez pensar em mim como pessoa, em mim com relação a Deus, e me fez ver o que e como eu quero ser. O mais mágico de tudo é que há tempos eu venho me definindo, me descobrindo, esse ano de 2008 foi muito bom pra isso, descobri o que eu sou e o que eu não sou em relação a várias coisas, e encontrar a cabana, foi o fantástico. Eu estava em casa, quando olhei pras coisas da minha irmã e vi o livro. Peguei e li atrás, eu não costumo mesmo fazer isso, os livros que vou ler já sei o que quero, nem com filmes faço isso de escolher pelo que dia a contra-capa. Mas com esse eu li, e falava sobre ficção e tal e eu pensei, livro de ficção crente nunca li, deve ser interessante pelo menos, e comecei a ler. Honestamente, não acredito que seja ficção, acredito em cada linha. Eu tenho uma facilidade incrível pra acreditar nas coisas, por mais fantásticas, incríveis, absurdas que pareçam eu acredito. Deus por exemplo, ontem mesmo no carro uma amiga se questionava de onde Ele veio e tal, eu não tenho problemas com isso, Deus existe desde sempre, ele tem todo o poder e toda a sabedoria e ponto. Não preciso compreender, eu entendi que Ele é grande demais, complexo demais pra eu tentar entender com os 10% ativos do meu cérebro. Daí eu aceito e fim de papo. Não que não haja questionamentos mais profundos que eu me faça, e tal, mas acho mais simples assim, não sou o tipo que vai morrer louca tentando entender os mistérios do universo. Mas respeito os que soa, afinal, sem eles a ciência não estaria fazendo descobertas tão importantes (outras nem tanto) ao longo dos anos. E quanto “A Cabana”, é maravilhoso porque destrói dogmas que só fazem afastar as pessoas de Deus, e Deus nesse livro é mostrado de uma forma tão bonita, é simples e explica tanta coisa. Eu recomendo meeeesmo, com gosto, leia e não tenha vergonha de ler e de ser tocado, e no final, compartilhe. E quanto ao título desse post gigante (malzae mas síntese is not my middle name), leia o livro e ao final, se você gostar, divulgue. Ah, eu disse que achei que era ficção crente, bom, não é, você não precisa ser crente pra ler e gostar, não precisa se quer ser cristão, você só precisa ser uma pessoa que quer melhorar seu relacionamento com Deus, ou uma pessoa curiosa que quer saber o que tanto Deus tinha pra tratar com esse Mackenzie nessa cabana.

Jó 2: 8-10

In Bíblia, religião, textos on Novembro 3, 2008 at 3:45 pm

“E Jó tomou um caco para se raspar com ele; e estava assentado no meio da cinza.
Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre.
Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.”

Jó era educado, se fosse eu mandava um: raiticatá! Tem vezes que a gente é educado demais e é desrespeitado por isso, a partir de hoje tô querendo ser menos boazinha e mais grossinha pra ver se nego me leva a sério.