
Terminei “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres” da Clarice Lispector, e não, não tem nada a ver com Kama Sutra, quer dizer, eu acho que não tem nada a ver já que não li o Kama Sutra. Voltando a “Uma aprendizagem…” comecei ele por tê-lo visto no “Tudo o que é sólido pode derreter” (antes da tvcultura dar pane aqui em bsb, e nada de comentar que está fora da minha faixa etária, finge que eu assisto pq fala de literatura e eu tenho pretensões de dar aula de literatura pra adolescentes) e no episódio falava-se de este ser um bom livro pra pessoas ‘perdidas’ na falta de uma palavra melhor. Quando comecei me identifuquei tanto com a Lóri e com algumas frases dela que chega anotei na minha agenda, mas ai chegou o fim do semestre e eu tive que dar um tempo no livro por pelo menos umas duas semanas. Ai hoje finalmente retomei e terminei, e a sensação final é dessa felicidade mansa, de refletir sobre várias coisas e ver que finalmente você consegue entender, consegue sentir, consegue existir.
Enfim, eu recomendo, mas não recomendo a todos e menos ainda em qualquer época, melhor você ler só se tiver bem mais que dois neurônios funcionando e ler quando estiver em uma fase de mudanças, de dúvidas, de perdido no meio do caminho, pq essa é a mágica do livro, essa coisa de unir o leitor e a obra de uma forma maior do que a identificação com a história, ou da simples análise de um crítico, antes uma união maior de fins comuns, de intenções, de forças.