
Não sei.
Simples assim.
Tem dias que sim, é fácil, você gosta de alguém, é recíproco, e pronto. Felizes ambos acreditam no amor.
E você agradece a Deus que haja um sentimento tão belo no mundo, agradece a Ele o dia que ele teve a feliz idéia de colocar Eva no paraíso, e de encher o coração de Adão de amor, e de que eles tenham procriado e com eles o amor, pois até Caim, que foi capaz de matar o próprio irmão amou, se casou, teve descendentes. E você suspira, e ele suspira. E tudo é lindo!
Mas tem dias que você está só. Que você olha os casais pela rua, nas revistas, nos álbuns do orkut, e acha que é tudo questão de interesses, eles são bonitos, descolados, eles não querem ficar sós, eles querem mostrar pro mundo, eles se acham atraentes, eles precisam de atenção, de auto-afirmação, eles são solitários e tentam enganar o mundo. Aí não, não existe o amor.
E tudo é uma invenção daquele lojista ganancioso, que via sua vendas caírem cada dia mais, logo que tinha virado sensação inventando o comércio, agora era esquecido. Daí ele resolve criar um sentimento, mas não aqueles que existiam até então de amizade e fraternidade, não ele quer algo grandioso, algo pelo qual valha a pena morrer, matar, e o mais importante: comprar. E eis que surge o amor, e em nome dele pessoas se casam, e têm filhos e despesas, e tem que se agradar e como o fazem? Comprando. E ele ganhou, o lojista ganancioso ganhou, e até hoje “amamos” e compramos, tudo em nome do “amor”.
Respondendo ao título, eu acredito em ambos, ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.
E você?