Mayara

The show must go on

In desabafo, love, música on Julho 8, 2009 at 7:40 pm

Durante um tempo a única frase que te ocorre é: Não acredito. Você até consegue processar a informação na sua mente, mas isso é tudo, você não consegue ter a dimensão real do que aconteceu e simplesmente segue vivendo esperando que algo ocorra pra você ter essa dimensão. E acontece. E depois disso você se dá conta de que realmente aconteceu, realmente acabou, e você chora, logo você que é forte, logo você que não chora por nada, logo você que fopi chamada de insensível várias vezes, chora, e chora muito, e a cada momento que passa só consegue se sentir cada vez mais inconsolável, cada vez mais triste. E parece que a obrigação do mundo é se sentir como você, que o mundo deveria chorar com você e se sentir desolado, mas não. O show tem que continuar, a vida tem que continuar, e no fundo, ele queria que:

Smile though your heart is aching
Smile even though it’s breaking
When there are clouds in the sky you’ll get by
If you smile through your fears & sorrow
Smile, and maybe tomorrow you’ll see the sun
Come shining through, for you
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
And if you smile through your fears & sorrows
Smile & maybe tomorrow
You’ll see that life is still worthwhile
If you just smile

E é isso que eu pretendo fazer, um dia sei que a dor vai passar, e que só vai ficar uma saudade, uma sombra da dor de hoje, bom, pelo menos é nisso que eu quero me agarrar, é nisso que eu creio pra seguir em frente.

michael-jackson-glove-picture
I’ll always love and miss you!

Mansamente feliz

In fotos, literatura, opnião, textos on Julho 6, 2009 at 9:04 pm


Terminei “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres” da Clarice Lispector, e não, não tem nada a ver com Kama Sutra, quer dizer, eu acho que não tem nada a ver já que não li o Kama Sutra. Voltando a “Uma aprendizagem…” comecei ele por tê-lo visto no “Tudo o que é sólido pode derreter” (antes da tvcultura dar pane aqui em bsb, e nada de comentar que está fora da minha faixa etária, finge que eu assisto pq fala de literatura e eu tenho pretensões de dar aula de literatura pra adolescentes) e no episódio falava-se de este ser um bom livro pra pessoas ‘perdidas’ na falta de uma palavra melhor. Quando comecei me identifuquei tanto com a Lóri e com algumas frases dela que chega anotei na minha agenda, mas ai chegou o fim do semestre e eu tive que dar um tempo no livro por pelo menos umas duas semanas. Ai hoje finalmente retomei e terminei, e a sensação final é dessa felicidade mansa, de refletir sobre várias coisas e ver que finalmente você consegue entender, consegue sentir, consegue existir.
Enfim, eu recomendo, mas não recomendo a todos e menos ainda em qualquer época, melhor você ler só se tiver bem mais que dois neurônios funcionando e ler quando estiver em uma fase de mudanças, de dúvidas, de perdido no meio do caminho, pq essa é a mágica do livro, essa coisa de unir o leitor e a obra de uma forma maior do que a identificação com a história, ou da simples análise de um crítico, antes uma união maior de fins comuns, de intenções, de forças.

O original é sempre melhor!

In Uncategorized on Julho 2, 2009 at 6:12 pm

Daí que você descobre que nego se deu mal e ri, descobre que o ser humano em questão (se é que dá pra se referir assim…) não conseguiu o que tanto queria e você ri, fica feliz. Por um segundo até pensa que rir da desgraça alheia é maldade, mas depois de tanta coisa que o ser te fez passar, depois de tanto ódio, você nem acha que é tão ruim assim rir da desgraça dele. Ai você finalmente descobre que a existência do ser ainda atrapalha sua vida e diminui o riso, é queridón, parei de rir da tua cara por um breve segundo, mas ah, f@#$-se, vc é loser mesmo, se deu mal dessa vez e se dará numa próxima, e volto a rir! E já voltei, afinal, foi me invejar e se deu mal, duas vezes! Da próxima vez pede pra Deus uma personalidade e para de tentar roubar a dos outros, afinal vc não tem cacife pra me imitar!